As tendências acabaram? O futuro da pesquisa de tendências

Foto da Amy Webb na SXSW 2026.

No SXSW 2026, a futurista Amy Webb provocou o mercado ao falar sobre o que chamou de “funeral” dos relatórios de tendências como conhecemos.

Mas será que as tendências realmente acabaram? Eu diria que não. O que está chegando ao fim é uma determinada forma de analisá-las.

Durante muito tempo, falar em tendências significava identificar aquilo que estava começando a aparecer e tentar prever o que viria depois: uma cor, uma estética, um comportamento, uma tecnologia. O problema é que o mundo ficou complexo demais para funcionar dessa maneira linear.

O futuro da pesquisa de tendências

Segundo Amy Webb, o futuro precisa ser observado a partir da convergência: quando diferentes tecnologias, comportamentos, mudanças sociais, econômicas e culturais se cruzam e produzem transformações muito maiores do que cada fenômeno isoladamente.

Estamos vivendo uma era de cenários imprevisíveis, novas infraestruturas globais e mudanças cada vez mais aceleradas. Por isso, talvez seja hora de parar de perguntar apenas: “Qual é a próxima tendência?”

E começar a perguntar: “Quais forças estão se encontrando e que tipo de transformação essa combinação pode produzir?”

É uma mudança importante de perspectiva. As microtendências, as estéticas que viralizam por algumas semanas e as chamadas “cores do TikTok” podem até gerar atenção, mas têm pouca capacidade de explicar transformações profundas. Ganham cada vez mais importância as macrotendências comportamentais e geracionais, aquelas que conseguem nos ajudar a compreender mudanças na maneira como pensamos, consumimos, trabalhamos, nos relacionamos e fazemos negócios.

E isso muda também o papel de quem pesquisa tendências. Não basta mais saber o que está em alta. É preciso desenvolver repertório, método e capacidade de análise. Observar diferentes sinais, conectar pontos, compreender o contexto e, principalmente, transformar informação em estratégia.

Porque tendência não é uma lista de coisas que vão “bombar”. É uma ferramenta para entender o presente e imaginar possibilidades de futuro. E esse olhar pode ser aplicado à moda, à imagem, ao comportamento, ao varejo, à comunicação, aos negócios e a tantas outras áreas.

Tem interesse em se aprofundar na área de pesquisa de tendências? Interpretar o espírito do tempo e transformar esse conhecimento em aplicação prática? Conheça o NY Fashion Tour.

E fica o principal ponto: o jogo mudou. Sai a previsão linear. Entra a estratégia.

Foto: Amy Webb – SXSW 2026

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