A coloração pessoal foi desenvolvida pelo artista e professor suíço Johannes Itten, na escola Bauhaus, nos anos 1920. Ele percebeu que seus alunos escolhiam, para pintar seus quadros, paletas que harmonizavam com seus tons naturais de pele, olhos e cabelo. Assim, Itten mostrou que a beleza dependia da relação entre a cor e quem a usava. Essa ideia revolucionária tornou-se a base da coloração pessoal moderna.
A história da coloração pessoal e suas principais referências
Nos anos 1940, Suzanne Caygill aprofundou o estudo e criou paletas individuais baseadas nas estações do ano, associando características de cor a cada pessoa. Seu livro Color: The Essence of You (1980) é considerado um marco na coloração pessoal.
Nos anos 1980, Carole Jackson popularizou o sistema das quatro estações no livro Color Me Beautiful, tornando a técnica acessível ao público. Em seguida, veio Color Me Confident e muitos outros estudos e abordagens.
Não podemos deixar de citar toda a contribuição de Dominique Isbecque, à frente do Image Resource Center of NY, onde tive o prazer de trabalhar em 2007.
A chegada ao Brasil
No Brasil, a história da coloração pessoal começou nos anos 1990, trazida por consultoras de imagem que estudaram no exterior. A fundação da AICI Brasil, em 2004, teve um papel importante na profissionalização da área, promovendo formação, intercâmbio internacional e a difusão da consultoria de imagem no país.
Nos anos 2010, a coloração pessoal chegou ao seu auge. Podemos citar Luciana Ulrich como precursora e inovadora na criação de materiais e cursos, possibilitando que muitas consultoras atuassem na área de maneira mais segura. Ela é autora dos livros A Sua Moda 1 e 2 e Tudo Começa pela Cor.
O Brasil tornou-se um dos maiores mercados de consultoria de imagem da América Latina, com profissionais especializados em adaptar o sistema às diversas tonalidades da pele brasileira.
A coloração pessoal nas redes sociais
A partir de 2022, a coloração pessoal viveu um novo boom, com a explosão nas redes sociais. Vídeos de “antes e depois” viralizaram no TikTok, Instagram e YouTube.
Hoje, essa é uma das áreas de maior crescimento dentro da consultoria de imagem, mas também enfrenta desafios, como a proliferação de análises feitas apenas por aplicativos, fotos ou inteligência artificial.
Mas isso não substitui a observação presencial com luz correta e controlada, bons materiais e tecidos específicos. Além do atendimento personalizado, é preciso saber ouvir as necessidades do cliente e entender como as cores podem ajudar em cada momento da vida das pessoas.
Afinal, cor é o elemento de maior impacto visual.
Curiosamente, o futuro da coloração pessoal parece estar retornando às suas origens: depois de décadas classificando pessoas em categorias, cresce o interesse por abordagens cada vez mais individualizadas, que consideram não apenas a pele, mas também contraste pessoal, estilo, personalidade, contexto cultural e objetivos de imagem.
Você conhecia essa história? Já tem a sua cartela? Me conte nos comentários!
Beijos,
Silvia.
—
Foto de capa: Luciana Ulrich
#Leia também: Livros de consultoria de imagem no Brasil: conheça À Sua Moda e À Sua Moda 2